Terça-Feira, 12 de Junho de 2018
JUSTIÇA REDUZ CULPA DE NATÁLIA PONTE
De homicídio doloso triplamente qualificado para homicídio culposo
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Nesta segunda-feira (11) o Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu a denúncia contra Natália Ponte, joaquinense de 33 anos, mãe do menino Joaquim Ponte Marques, morto em Ribeirão Preto em novembro de 2013.


Inicialmente indiciada por homicídio doloso triplamente qualificado, ela teve a acusação reduzida para homicídio culposo, cuja pena é de 1 a 3 anos. Já o padrasto do menino, Guilherme Longo, seu companheiro na época, segue respondendo diretamente pela morte e deve ir a júri sob a suspeita de ter matado o menino e jogado o corpo no rio.


O advogado de Natália, Nathan Castelo Branco de Carvalho, em entrevista ao CidadeOn, explica que Natália pode não ser presa. "A pena do homicídio culposo permite substituição por penas alternativas, como prestação de serviços comunitários. Então, ainda que haja uma condenação, não seria uma condenação à prisão".



A acusação promete recorrer da decisão. O Ministério Público Estadual, através do promotor Marcos Túlio Nicolino, tentará fazer com que ela volte a responder por homicídio doloso. Já a defesa anunciou que entrará com pedido de absolvição.


A decisão judicial é vista de forma diferente em relação ao julgamento de Natália e Guilherme em júri popular.


Nathan explica que, como as provas do processo de Natália e de Guilherme são as mesmas, o tribunal entendeu que o julgamento deve ser conjunto. Assim, ela iria a júri popular. O advogado assistente de acusação, Alexandre Durante, concorda que o processo não pode ser desmembrado. No entanto, sustenta que a decisão sobre Natália será feita pela mesma juíza da Vara do Júri, Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, mas em sentença individual. O acórdão do processo ainda não foi publicado.


Relembre o caso:

Joaquim Marques, de 3 anos, era diabético e teria sido morto com uma dose excessiva de insulina aplicada pelo padrasto, que em seguida teria jogado o corpo em um córrego que desagua no Rio Pardo. O padrasto do menino, Guilherme Longo está preso em Tremembé-SP, depois de ter sido pego, refugiado na Espanha. Guilherme alega inocência.

Fonte: A CidadeOn e Estadão Online




Fonte: Idea Fixa





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