Quinta-Feira, 28 de Junho de 2018
OS RISCOS DE 9 AGROTÓXICOS PROIBIDOS
Contrária a Lei dos Agrotóxicos, Anvisa alerta os riscos de agrotóxicos proibidos atualmente
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Contrária ao projeto de lei que visa flexibilizar a Lei dos Agrotóxicos, em tramitação no Congresso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para os riscos de nove agrotóxicos proibidos atualmente. De acordo com o G1, entre os problemas desses produtos, são citados potencial cancerígeno, hormônios desregulados, mutações e danos ao aparelho reprodutor.


O Projeto de Lei proposto determina que só devem ser proibidos agrotóxicos cuja avaliação apontem para “risco inaceitável”, porém, de acordo com a Anvisa, nove substâncias vetadas são consideradas de difícil avaliação.


São elas: Endossulfam (usado em cacau, cana de açúcar, café, etc); Cihexatina (usado em maçã, morango, pêssego, café e berinjela); Tricloform (usado em feijão, abacaxi, alface, abóbora, amendoim, etc.); Monocrotofós (usado em amendoim, batata, feijão, etc.) , Pentaclorofenol, Lindano, Metamidofós (usado em amendoim, batata, feijão, tomate, etc.); Parationa Metílica (usado em alho, arroz, batata, cebola, feijão, etc) e Procloraz (usado em tomate, cebola, cenoura, melancia, etc.).


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Com o novo projeto, estaria prevista a liberação de registros temporários de substâncias, mesmo sem a conclusão da análise pelos órgãos reguladores. A preocupação da Anvisa é que com a flexibilização da lei, esses produtos proibidos passem a ser amplamente utilizados.


Para a Anvisa, o PL não contribui com a melhoria, disponibilidade de alimentos mais seguros ou novas tecnologias para o agricultor e nem mesmo com o fortalecimento do sistema regulatório de agrotóxicos.

“A Anvisa vai continuar mantendo sua posição de mostrar os prejuízos e riscos que esse PL, caso aprovado, trará para a saúde da população, até a última instância possível”, afirma o diretor-presidente da agência, Jarbas Barbosa.


“PACOTE DO VENENO”

O texto do Projeto de Lei 6299/2002, conhecido como “Pacote do Veneno”, foi aprovado na segunda-feira, 25, pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O projeto ainda passará pelo crivo do Plenário da Câmara, e, caso aprovado, retornará aos senadores, que vão avaliar o substitutivo dos deputados. Só então pode ir para a sanção presidencial.



MUDANÇAS PREVISTAS NO PL 6299/2002

- APROVAÇÃO - O processo de aprovação de agrotóxicos passará a ser concentrado em só uma entidade ligada ao Ministério da Agricultura. Hoje ele tramita em paralelo em três órgãos: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura.


- ANÁLISE DE RISCO - Empresa dona do produto deve apresentar estudo. Produtos com "risco aceitável" devem ser aceitos.


- LICENÇAS TEMPORÁRIAS - Lei prevê liberar licenças temporárias. Hoje, processo de liberação regular pode levar até oito anos.


- NOMENCLATURA - Passará a ser usado os termos "defensivos agrícolas" e "produtos fitossanitários" no lugar de "agrotóxico".


COMO HIGIENIZAR ALIMENTOS COM EXCESSO DE AGROTÓXICO:

Lavar bem as frutas e verduras não é suficiente para eliminar os agrotóxicos, mas ajuda a remover, em parte, os resíduos dessas substâncias. Abaixo, o biólogo do Conselho Regional de Biologia (CRBio-01) Giuseppe Puorto dá algumas dicas de como garantir uma boa higienização dos alimentos:


- No caso de vegetais como alface, escarola e agrião, por exemplo, lave folha por folha, criteriosamente;


- Para vegetais como pimentão, abobrinha e maçã, por exemplo, lave a casca preferencialmente com a ajuda de uma bucha usada apenas para esse fim;


- Coloque os alimentos de molho em água clorada (tem um produto à base de hipoclorito de sódio, à venda em supermercados), por até 30 minutos; Após esse tempo, volte a lavar os alimentos em água corrente para eliminar resíduos flutuantes;


- Se não for consumi-los imediatamente, seque os alimentos, coloque em sacos plásticos apropriados e os guarde na geladeira.

Fonte: G1 e CatracaLivre



Fonte: Inside Vip





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