Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
PSICOLOGIA E OBESIDADE
A psicóloga Angélica Sarri fala da abordagem psicológica no tratamento da obesidade
Um dos três pilares para o emagrecimento saudável, junto ao exercício e boa alimentação, é a mente. Quando em equilíbrio, ela se torna parte essencial do processo.

A psicóloga Angélica de Carvalho Sarri tem especialização na área de Transtornos Alimentares e Obesidade, e afirma que a partir do momento que o paciente decide se comprometer com algum processo de emagrecimento, é essencial que ele inicie o acompanhamento psicológico.
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Segundo o levantamento mais recente do Ministério da Saúde, uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. “As pessoas têm a ideia de que o obeso come porque quer, quando na verdade, o contexto é outro. Na maioria dos casos eles encontram na comida um apoio emocional para suprir afetos e aplacar emoções, e o papel do psicólogo é auxiliar esse paciente a identificar e diferençar o que é fome fisiológica do que é fome emocional, permitindo que ele possa refletir sobre o relacionamento que está estabelecendo consigo e principalmente, com a comida” explica Angélica. A psicóloga ainda diz que boa parte dos pacientes depositam a resolução de seus problemas na eliminação de peso, e quando começam a atingir seu objetivo percebem que os problemas continuam os mesmos, não mudaram e tão pouco foram solucionados, se deparando com questões emocionais profundas e que até então eram negadas e reprimidas, sendo o psicólogo, neste momento, o auxiliador para que esses conflitos internos possam ser elaborados e ressignificados.

DIETAS DA MODA
Ao ser questionada sobre as dietas da moda, que prometem resultados em tempo recorde, Angélica diz que, a longo prazo não. “Se as pessoas repararem, perceberão que as dietas que estão em alta são dietas de 7 dias, 14, no máximo 30. Não há anúncios de uma dieta da sopa que dure 365 dias, ou seja, são feitas para não durarem. A curto prazo o paciente eliminará peso, porém, dificilmente conseguira mantê-lo em razão da alta restrição alimentar, engordando, posteriormente, tudo de novo. Essas dietas são extremamente restritivas, oferecem poucas opções de alimentos, sendo insustentáveis ao longo do tempo. A partir disso, o paciente acaba intensificando seus pensamentos por comida, dando início a quadros de compulsão alimentar (compulsão periódica), entrando no famoso efeito sanfona” explica.
Além da compulsão, os pacientes podem desenvolver transtornos alimentares seríssimos, como anorexia e bulimia. “As pessoas precisam compreender que não há mágica, não há milagres: a única forma de emagrecer de forma eficaz e duradora é através da reeducação alimentar”.

“...o papel do psicólogo é auxiliar o paciente a identificar e diferençar o que é fome fisiológica do que é fome emocional...”

- Quando devo procurar um endocrinologista?
- Emagreça com a reeducação alimentar

A psicoterapia, então, se faz extremamente necessária no processo de emagrecimento e como já mencionado, é uma das principais bases para atingir os objetivos com saúde, mas Angélica explica que ainda há uma dificuldade em difundir o tratamento: “Infelizmente ainda há a ideia de que o psicólogo só trabalha com ‘loucos’ ou então de que é um profissional ‘caro’, de difícil acesso, o que é uma grande bobagem, pois hoje temos opções facilitadoras como convênios, planos de saúde, além do oferecimento de acompanhamentos que chamamos ‘sociais’, que são oferecidos por um valor bem mais acessível”. Ainda segundo a psicóloga a sua maior meta é ampliar cada vez mais o trabalho, abrangendo o máximo de pessoas possível, com isso levar ajuda e tratamento a todos que precisam.

TRATANDO A COMPULSÃO
Trabalhar o fator psicológico foi fundamental no processo de emagrecimento de Elena Cristina Lima (foto abaixo).
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Ela faz acompanhamento com nutricionista e com personal trainer, e através da análise com Angélica Sarri, hoje ela consegue distinguir fome de ansiedade. “Agora, quando estou triste ou ansiosa não vou me refugiar na comida como antigamente, aprendi a separar uma coisa da outra”. Com isso, Elena já eliminou 27 kg no prazo de 10 meses. “Depois de um tempo perdendo peso, o processo se torna mais lento. Se fosse há algum tempo eu já teria desistido e começaria a ganhar peso novamente”, justifica.
Elena valoriza o acompanhamento da psicóloga, enfatizando seu profissionalismo. “Super indico a Angélica , é uma profissional competente, me ajuda em todos os assuntos e principalmente com minha compulsão alimentar”.

QUANDO PROCURAR O PSICÓLOGO
De acordo com a psicóloga, o acompanhamento psicológico se faz necessário desde do inicio do processo de emagrecimento, porém, vale ressaltar três aspectos importantes para solicitar ajuda:
1 - Saber diferenciar o comer normal do comer compulsivo. “Comer dois pratos de feijoada em determinada ocasião, atipicamente, por exemplo, não é considerado compulsão alimentar. O compulsivo não escolhe os alimentos que come, ataca tanto o que esta na geladeira, quanto o que esta no lixo”, diz.
2 - Estar atento se frente a situações de estresse, tristeza e ansiedade a comida é usada como suporte. “O vazio existencial ou emocional não é preenchido com comida, ou seja, mesmo depois de alimentar- se o vazio e a angústia não cessam, entrando assim, num ciclo vicioso”.
3 - Notar se está havendo um isolamento em razão da imagem corporal e do peso, evitando contato social, dificultando estabelecimento de relacionamentos (independente de quais sejam)
Então, está na hora de procurar ajuda”, finaliza.


Angélica Sarri atende no número 471 da Rua Marechal Deodoro, no Centro de São Joaquim da Barra. Telefone (16) 99219 7125. A psicóloga também atende pelo Plano Santa Casa Saúde.



Fonte: Inside Vip





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