Sexta-Feira, 16 de Agosto de 2019
JUSTIÇA SOLTA MARCOS HASIMOTO
O alvará de soltura foi expedido nesta sexta-feira (16)
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu liberdade ao empresário Marcos Paulo Hasimoto acusado de dirigir embriagado e causar um acidente que matou o amigo dele, em junho deste ano, em Guará. O alvará de soltura foi expedido nesta sexta-feira (16).


Hasimoto, de 26 anos, foi preso quatro dias depois do acidente, ao ser encontrado na Santa Casa de Catalão (GO). Uma foto que circulava nas redes sociais levou os policiais a identificar o paradeiro do motorista. Ele foi levado ao presídio da cidade para cumprir prisão preventiva.


A defesa do empresário ingressou com um pedido de habeas corpus no TJ-SP, que foi julgado pela 14ª Câmara de Direito Criminal nesta quinta-feira (15). Por maioria de votos, os desembargadores concederam a liberdade provisória com imposição de medidas cautelares.


O TJ-SP considerou os argumentos de que Hasimoto não oferece risco à ordem pública, nem cria “embaraço” à instrução criminal. Além disso, os advogados citam que o empresário é réu primário e ainda se recupera do acidente, necessitando de uso de medicamentos.



O empresário responde por homicídio e lesão corporal dolosos, quando há a intenção, fuga de local de acidente, omissão de socorro, embriaguez ao volante e fraude processual.


O ACIDENTE

Segundo a Polícia Rodoviária, o carro que Hasimoto dirigia bateu na traseira de um caminhão, capotou e foi parar no canteiro central da Rodovia Anhanguera (SP-330), na madrugada de 2 de junho.


O caminhoneiro contou que o empresário tinha sinais de embriaguez e viu quando ele dispensou quatro garrafas de uísque que estavam no carro, antes de e fugiu por uma mata, abandonando os amigos feridos.


O químico Lucas Lemos da Silva, de 23 anos, morreu no local. O almoxarife Ênio da Silva Costa Junior, de 35 anos, ficou gravemente ferido. À Polícia Civil, Ênio disse que os três consumiram bebidas alcoólicas em uma festa em São Joaquim da Barra.


Ele também afirmou que estava dormindo no banco traseiro e que, por isso, não poderia dizer se Hasimoto dirigia em alta velocidade. Entretanto, Ênio disse que já tinha presenciado o amigo atingir 160 quilômetros por hora ao volante.

Em segundo depoimento, prestado em 10 de junho, o almoxarife apresentou outra versão, declarando que “em nenhum momento afirmou que Marcos Hasimoto, o japonês, bebeu uísque ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica.”

Segundo Ênio, o empresário ingeriu somente energético e água durante todo o período em que permaneceram juntos. Além disso, o almoxarife disse que o amigo dirigia com prudência e permaneceu no local do acidente até a chegada do resgate.


Questionado sobre a diferença de informações, Ênio declarou que pode ter se equivocado em razão dos medicamentos que tinha tomado no hospital para controlar as dores provocadas pelos ferimentos.

Fonte: G1




Fonte: Inside Vip





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