Terça-Feira, 15 de Outubro de 2019
CIDADES PROTESTAM CONTRA BAIXO NÍVEL D’ÁGUA DO LAGO DE FURNAS
O lago não atinge a cota máxima de 765 metros desde 2011
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Representantes de cidades que são banhadas pelo Lago de Furnas se reuniram às margens da usina em São José da Barra (MG) para protestar contra o nível baixo da água. O pedido é para estabelecer uma cota mínima de 762 metros acima do nível do mar, três a menos do que a cota máxima do lago.


Estudantes, funcionários públicos, representantes de organizações e prefeitos das cidades participaram da manifestação.


Para os municípios, esse nível poderia garantir as atividades de uso múltiplo das águas.


Hideraldo Henrique Silva, presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas, diz que as cidades viveram dois momentos distintos. “Quando teve a inundação, muitas pessoas perderam terras férteis, as cidades, então, se adaptaram à inundação e fizeram investimentos em hotelaria e gastronomia. Agora eles estão perdendo esses investimentos” explicou.


O lago não atinge a cota máxima de 765 metros desde 2011. Naquele ano, a usina abriu os vertedouros para liberar a água.


Em 2011, a geração média de energia foi de 706 megawats por mês. Já no ano passado, a geração caiu para uma média de 280 megawats, 62% a menos. Mesmo com a queda na produção de energia, o nível não subiu.


Políticos e representantes de associações afirmam que Furnas desvia as águas do lago sem informar às cidades que dependem de um nível maior para a realização de diversas atividades.


Há informações de que se Furnas gerasse energia a plena carga, ela não consumiria mais do que 20% do volume de água do lago. "A pergunta é para onde foi essa água, se ela não passa pelas turbinas?", diz Djalma Carvalho, prefeito de Cristais (MG).



O deputado estadual, Cleiton de Oliveira, diz que existem várias questões que são conjecturadas. Umas delas é que Furnas tem deixado de vender energia para vender água para a hidrovia Tietê-Paraná.


O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que o lago estava com 756 metros. Os empresários ainda reclamam que, além de estar mais seco, o lago oscila muito o nível.


O empresário Sidney Ferreira afirma que não é possível fazer uma programação. Hoje o setor não consegue programar, fazer investimentos.


"Você não tem segurança de tomar um financiamento no banco para investir para os próximos dois, três, cinco, dez anos. Então você não tem uma certeza se vai haver a presença dos turistas devido à falta da água", diz.


O QUE DIZ FURNAS

Em nota, a empresa afirmou que o curso de água não está sofrendo desvios e que segue normalmente rio abaixo.

Diz ainda que “opera o conjunto das estruturas de geração e transmissão de energia brasileira de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança e a continuidade do suprimento de energia elétrica”.


Nota:

É improcedente a informação de que a água do reservatório da UHE Furnas esteja sofrendo algum desvio.

A água que sai deste reservatório passa pelas turbinas e segue seu caminho normal rio abaixo.

A Agência Nacional de Águas (ANA) implementa a gestão dos recursos hídricos brasileiros, bem como regula e fiscaliza o acesso à água.

No caso das hidrelétricas, a ANA atua juntamente com o Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável por planejar e programar a operação das usinas componentes do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Os níveis dos reservatórios e a energia despachada são programados pelo ONS, que opera o conjunto das estruturas de geração e transmissão de energia brasileira de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança e a continuidade do suprimento de energia elétrica.

Fonte: G1




Fonte: Inside Vip





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