EM BARRETOS GERENTE DE GRANJA RELATA MORTE DE MIL GALINHAS POR CAUSA DO CALOR

Por conta das altas temperaturas, aves não conseguem fazer a troca de calor de forma natural, ficam estressadas e morrem, diz produtor



O produtor de ovos Fábio Uehara perdeu ao menos mil galinhas que morreram na granja onde ele é gerente, em Barretos, por conta da onda de calor que atinge o município desde o fim de setembro.

Na quarta-feira (7), os termômetros registraram temperatura mínima de 27ºC e máxima de 42,9ºC. Outro problema foi a umidade relativa do ar, em níveis críticos, na casa dos 12%.

“Se a temperatura subir, automaticamente afeta a troca de calor da galinha, acaba afetando tudo e aumenta a mortalidade. Esse ano o calor está muito intenso, muito atípico e a gente está tendo problema quanto a isso”, afirmou Uehara.



PREJUÍZO

Segundo ele, no calor, a galinha come menos e bebe mais água para poder se refrescar e fazer a troca de calor. No entanto, a mudança dos hábitos alimentares do animal afeta diretamente a produção dos ovos, como a qualidade da casca, que fica comprometida.

Além disso, nem todas as galinhas conseguem sobreviver às altas temperaturas no barracão. O ideal é de que os termômetros fiquem entre 24ºC e 28ºC no ambiente fechado, o que está longe de acontecer em Barretos, que deve registrar 42ºC na sexta-feira (9), de acordo com a previsão dos meteorologistas.

Uehara explica que quando a temperatura da galinha se iguala à do ambiente ela não consegue perder calor de forma natural, fica estressada e morre. “É um perigo, porque ela não consegue fazer a troca de calor e acaba ocasionando um infarto”, disse.

O gerente estima queda de até 30% da produção com a perda das aves na última semana. Em condições normais de temperatura, as 75 mil galinhas da granja produzem 60 mil ovos por dia.

“Se a gente for colocar na ponta do lápis, [o prejuízo] é muito grande. Cada galinha que morre é praticamente um ovo a menos que você vai produzir. É um prejuízo enorme. Isso vai refletir em tudo. Na cadeia produtiva diminui a oferta e acaba afetando o consumidor sim”, explicou.

Matéria e fotos: G1



GALERIA