COMERCIANTES DE SJB PROTESTAM CONTRA DECRETO

Empresários se unem para não fecharem as portas de comércios "não essenciais"



Comerciantes de São Joaquim da Barra se uniram para cobrar das autoridades uma politica que socorra aos serviços classificados como “Não essenciais” durante o plano São Paulo.

Eles organizam para hoje, ás 16h uma carreata como forma de protesto contra o fechamento do comércio na cidade, conforme determinação do governo do Estado de São Paulo durante a pandemia, que manteve a região na fase vermelha do plano de combate ao covid-19.


Publicidade



O empresário Carlos Eduardo Borges Gonçalves, do “Bar do Du”, avalia que bares, restaurantes e afins não são os responsáveis pelo aumento de casos da COVID 19. “Fechar nosso ganha pão não diminuirá os casos, e o que poderá acontecer é que teremos que dispensar nossos colaboradores, aumentando o desemprego e prejudicando muitas famílias que dependem do mesmo”.

Proprietário do restaurante “Mirante”, Paulo Manso também defende que o setor não é o responsável pelo aumento de casos e que fechar o setor agora, pode também ocasionar mais fechamentos de empresas nos próximos dias.

Para a empresária Natália Vaz, da loja DCor, todo comércio é essencial. “Temos famílias e funcionários. As contas não vão esperar os próximos 15 dias, elas vão vencer antes e como vamos pagar se estivermos de portas fechadas sem poder vender”?

Ela argumenta que o intuito do grupo é mobilizar as entidades para que revejam esse decreto e mobilizar também a população para que sejam mais coerentes com o momento e colaborem evitando aglomerações. “Nosso comércio não pode morrer”.

A professora e empresária Luciana Esperança analisa que o número de vacinados é comparativo ao número de infectados na cidade, e isso deveria bastar para não fechar o comércio. “Mas se for para fechar o comércio, então, que fechem também os pedágios, as indústrias, que feche tudo, que seja feito um lockdown, que avisem as pessoas para se organizarem, fazer suas compras com antecedência. Assim ninguém vai sair beneficiado ou prejudicado. Todos vão estar na mesma situação. Não existe esse comércio que é essencial ou não essencial. O que não é essencial para uns, é para outros. Como por exemplo, em uma escola têm alunos que necessitam das aulas presenciais, nossos adolescentes estão adoecendo de tanto ficar em casa. Esse #fiqueemcasa do governador já não cola mais. O que foi feito com todos nós em 2020 foi inadmissível. Fechamos em março e não tínhamos casos de covid ainda. São Joaquim da Barra é diferente de São Paulo que recebe pessoas de outros países. É diferente de Franca. Cada cidade deveria responder por si e não por uma região”.

Para Beto Magalhães, da Inova Comunicação, é preciso união dos empresários no momento. “No ano passado, parece que a maioria aceitou o fechamento, mas agora está diferente, pois vimos que o fechamento não é eficaz, e somente uma parcela do comércio fechar, sendo prejudicada, não é justo. Desde o início percebi que era briga política”.

Conforme mostramos durante a semana, uma pesquisa da ACE (Asociação Comercial e Industrial de São Joaquim da Barra), o abre e fecha do plano São Paulo ocasionou o encerramento de 57 pequenas empresas, de março a dezembro de 2020.

Veja aqui.

A ACE local emitiu uma nota na manhã deste sábado, informando que as lojas deveriam seguir o novo decreto, mas se posicionando contra esse fechamento das lojas.



Aos que quiserem participar da carreata, a ação terá início as 16h com concentração em frente a Faculdade Facesb, no bairro da Sanbra.



ÚLTIMA EDIÇÃO

GALERIA