IPUÃ E GUARÁ PROÍBEM VENDA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Medidas foram necessárias para conter a transmissão do vírus, crescente em toda a região



Na semana passada, o prefeito de Ipuã, Ronywerton Marcelo Alves Pereira, publicou o decreto da Lei Seca, valendo para todo o municipio.

O decreto começou a valer no dia 25 de março. As penas variam de advertência até cassação de alvará para quem descumprir a ordem.


Estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas foram obrigados a isolar as áreas de exposição das bebidas ou colocar cartazes informando a proibição de bebidas por decreto municipal.


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No primeiro momento o comerciante será advertido. Na reincidência do descumprimento da lei, a multa pode variar de R$1454,50 a R$ 4363,50 e em último momento, terá o alvará de funcionamento cassado.


De acordo com o prefeito, moradores da cidade não estariam respeitando o isolamento social, organizando festas e aglomerações clandestinas. 


Nesta segunda-feira, a taxa de ocupação na UTI era de 100%, rede pública e privada, e na enfermaria, de 50%. O boletim desta segunda-feira apresentou 78 pacientes contaminados pelo vírus na cidade.


GUARÁ

Hoje (29) Guará também proibiu a venda de bebidas alcoólicas. O decreto começa a valer em 1 de abril e vai até o dia 21 de abril.

A prefeitura vai multar em até 100 UFM (Unidade Fiscal do Município) que vale cerca de R4 3 mil, estabelecimentos que venderem bebidas alcoólicas.

No caso de reincidência, o comerciante poderá arcar com o dobro desse valor.


A cidade implantou um número para denúncias anônimas e pede a população para que denuncie as festas e aglomerações clandestinas. Os números são 16 9 9979 6751 e 16 9 9968 0204. Denúncias também podem ser feitas no 190, número da Polícia Militar.


No último boletim publicado pela prefeitura, em 26 de março a cidade registrava 96 pacientes com o virus, destes, 8 em UTI. Guará registrou 40 óbitos desde o início da pandemia.

Entre as vítimas fatais do virus está a jovem Tauane Cristina, 21 anos, grávida que contraiu o vírus e faleceu dias após dar a luz. Ela trabalhava no comércio e era popular na cidade. Faleceu no hospital de Franca, onde ficou internada por 12 dias. O caso gerou grande comoção. 



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