Maria do Carmo Alves - Aos 63 anos ela reescreve um novo capítulo em sua trajetória

Confira a última entrevista do Código XX



Maria do Carmo Alves - Foto de Paulo Ferreira Foto Designer

Para Maria do Carmo Alves, a Carminha, a decisão de empreender novamente não veio da experiência técnica, mas da disposição em aprender fazendo. Ao lado do marido e do cunhado, ambos sócios há décadas, ela mergulhou no desafio de estruturar o Coqueiral Alves, um espaço voltado para eventos.

A proposta inicial foi clara: oferecer estrutura completa, com liberdade total para que cada cliente personalize seu evento. O espaço conta com área ampla, estacionamento, segurança e cozinha equipada para atender diferentes profissionais. A ideia é simples, mas estratégica, permitir que cada celebração tenha identidade própria, sem imposições.

Mesmo antes de uma inauguração oficial, o empreendimento ganhou força rapidamente, com contratos fechados e eventos realizados. O Código XX, inclusive, foi um dos marcos iniciais que ajudaram a validar o potencial do espaço.

Além disso, ela defende a importância do planejamento profissional, especialmente com o apoio de cerimonialistas, como forma de evitar excessos e garantir eficiência nos eventos. O Coqueiral Alves também atua como facilitador, conectando clientes a parceiros do setor, mas sempre mantendo a liberdade de escolha como princípio.

Entre suas convicções, uma frase resume sua postura diante dos desafios:

"Sempre que eu tenho um não, não significa nada, eu vou atrás do sim."

O lado pessoal: recomeços, perdas e a redescoberta da vida

A história pessoal é marcada por um ponto de ruptura aos 37 anos, quando ficou viúva e precisou assumir, sozinha, a criação de dois filhos adolescentes. O medo esteve presente, mas foi enfrentado com apoio familiar e resiliência.

Em um dos momentos mais delicados, encontrou força justamente nas palavras dos filhos, um episódio que ela guarda como símbolo de superação:


"Mãe, você vai dar conta."

Décadas depois, ao olhar para trás, reconhece que a trajetória foi construída com base na persistência e no afeto. Hoje, celebra os filhos, os netos e a família que ajudou a formar, com orgulho evidente.

A vida, no entanto, ainda reservava surpresas. Aos 60 anos, viveu um novo casamento, um recomeço que não estava nos planos, mas que reforçou sua crença de que não há idade para viver novas histórias.

"Eu não sonhava que aos 60 anos eu ia me casar de véu e grinalda, e eu me casei."

Mais madura, ela equilibra coragem com sabedoria e defende que desistir não deve ser uma opção. Para ela, a aceitação de si mesma também foi um aprendizado libertador, assim como a compreensão do valor das mulheres que vieram antes, especialmente suas avós, hoje vistas como símbolo de força silenciosa.

Ao final, sua visão de mundo é direta: não há limite para sonhar, recomeçar ou tentar de novo. A vida, segundo ela, continua sendo um espaço aberto, inclusive depois dos 60.



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