Sexta-Feira, 20 de Setembro de 2019
BUSCA E APREENSÃO EM NUPORANGA
Ex-prefeito e mais 17 são acusados de desviar R$ 577 mil entre 2013 e 2015
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Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram três mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (20) no âmbito das investigações relacionadas a fraudes em licitações na Prefeitura de Nuporanga entre 2013 e 2015. Foram apreendidos R$ 4,2 mil, celulares, notebooks e documentos.


O ex-prefeito Gabriel Melo de Souza (MDB) e outras 17 pessoas, entre servidores públicos e empresários, são acusados de integrar o esquema que supostamente desviou R$ 577,3 mil dos cofres públicos, sendo a maior parte desse valor repassada pelo governo estadual.


Consta na denúncia que Souza utilizou a máquina administrativa para favorecer pessoas próximas a seu convívio pessoal. Uma delas, de acordo com a acusação, é a arquiteta Renata Rezende Carvalho dos Santos, dona da R. & L. C. S/C Ltda. O MP sustenta que Luis Carlos dos Santos, marido de Renata, reunia documentos fraudulentos “das empresas que participavam das licitações apenas com o intuito de fazer número”, conforme consta na denúncia oferecida pelo Gaeco.



Entre os projetos supostamente fraudados estão a reforma do centro turístico municipal, a elaboração de projetos arquitetônico e executivo para construção do velório municipal, de uma pista de skate, de uma praça de convivência e de um borboletário. Também se tornaram réus dois engenheiros e uma contadora da Prefeitura, o então diretor do departamento de compras e a chefe do setor de licitações. Todos foram impedidos pela Justiça de ingressar nas dependências da Prefeitura de Nuporanga.


O advogado João Luís da Silva, que representa a arquiteta Renata Rezende Carvalho dos Santos e o marido dela, Luís Carlos dos Santos, afirmou que os dois são inocentes e que a operação do Gaeco é "uma tentativa desesperada de produzir prova".


O advogado Jefferson Renosto Lopes, que representa do ex-prefeito de Nuporanga, também alegou inocência do cliente, afirmando que as provas apresentadas à Justiça apontam que não houve irregularidade em licitações.

Segundo Carolis, a irmã do ex-prefeito é suspeita de ser "laranja" do esquema. O Gaeco identificou movimentação de R$ 8 milhões nas contas bancárias dela entre 2013 e 2016. Mas, declarações do Imposto de Renda apontam rendimento entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por ano.


A Justiça acatou a denúncia do MP em novembro do ano passado. Os réus respondem pelos crimes de associação criminosa, fraude e dispensa irregular de licitação. Nesta fase da investigação, o Gaeco investiga suposta lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Fonte: G1



Fonte: Inside Vip





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