FACEAPP, APLICATIVO QUE TROCA O GÊNERO DAS FOTOS, É ACUSADO DE ROUBAR DADOS

Nos EUA já foi investigado pelo FBI e no Brasil já fez com que Apple e Google recebessem multas no Procon



O FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para transformar selfies de homem em mulher e vice-versa, além de mostrar como a gente vai ficar no futuro, voltou a ficar na moda no Brasil. Nos últimos dias, famosos e anônimos estão adorando o app e postando os resultados nas redes sociais.

Mas, o FaceApp está cercado de polêmicas há anos. O app é acusado de "roubar" seus dados por causa de sua política de privacidade. Além disso, já foi investigado nos Estados Unidos pelo FBI (o Departamento Federal de Investigação), já fez com que Apple e Google recebessem multas no Procon, foi chamado de racista por branquear fotos de pessoas negras e pode colaborar com o chamado "deepfake”.

Em julho do ano passado, o FaceApp fez sucesso transformando as pessoas em suas versões mais velhas . Na ocasião, porém, foi descoberto que o aplicativo coletava dados dos usuários em excesso, trazendo riscos de privacidade e segurança digital.  


O aplicativo que ficou no topo das listas dos mais baixados voltou a fazer sucesso transformando as pessoas em suas versões no gênero oposto. Embora o FaceApp tenha mudado o motivo do seu sucesso, sua política de privacidade não teve muitas alterações, e a aplicação continua representando um risco a quem a usa. 

Em 2019, o FaceApp foi considerado inseguro porque seus termos de uso eram muito vagos, dando brechas para que os dados dos usuários fossem utilizados de forma abusiva pela empresa russa Wireless Lab, desenvolvedora do aplicativo. Na ocasião, especialistas de segurança consideraram o aplicativo inseguro em relação à privacidade dos usuários. O FaceApp foi alvo de investigação do FBI e, aqui no Brasil,  Google e Apple levaram uma multa do Procon-SP por manterem o aplicativo em suas lojas oficiais.

Hoje, a política de privacidade do aplicativo continua vaga, e a empresa ainda coleta diversos dados dos usuários. Além das fotos fornecidas para fazer a brincadeira, o aplicativo também coleta dados como informações de redes sociais (caso o usuário faça login com alguma delas), informações do dispositivo (como IP, modelo e sistema operacional) e informações de atividades online, como os sites que você visita.

Nesse último caso, o FaceApp afirma que a coleta ainda pode ser feita não somente pelo aplicativo, mas também por terceiros associados a ele. "Nossos fornecedores de serviços e alguns terceiros (por exemplo, redes de publicidade on-line e seus clientes) também podem coletar esse tipo de informação ao longo do tempo e em sites e aplicativos móveis de terceiros", informa a política de privacidade do aplicativo, em inglês. 

Além disso, o documento ainda afirma que os dados dos usuários podem ser compartilhados com outras empresas para "fins comerciais", embora de forma anônima - em outras palavras, eles podem ser vendidos. "Podemos criar dados anônimos, agregados ou desidentificados de suas informações pessoais e de outros indivíduos cujas informações pessoais coletamos. Transformamos informações pessoais em dados anônimos, agregados ou desidentificados, removendo as informações que os tornam pessoalmente identificáveis. Podemos usar esses dados anônimos, agregados ou desidentificados e compartilhá-los com terceiros para nossos fins comerciais legais", diz o documento.

 

Fonte: IG Tecnologia / Uol


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