BOLETIM ECONÔMICO ACE - RELATÓRIO FOCUS, RESULTADO PRIMÁRIO CONSOLIDADO, DÍVIDA PÚBLICA E CONTAS DO GOVERNO FEDERAL

O governo fechou o mês de julho com déficit de R$87,8 bilhões em suas contas



A Associação Comercial Empresarial de São Joaquim da Barra – ACE divulgou o boletim econômico com os dados do Relatório Focus, do Resultado Primário Consolidado, da Dívida Pública e das Contas do Governo Federal.
 


CONTAS DO GOVERNO FEDERAL  - 28 DE AGOSTO DE 2020

O governo fechou o mês de julho com déficit de R$87,8 bilhões em suas contas.

O déficit nas contas do governo federal caiu 54,9% na passagem de junho (R$194,9 bilhões) para julho (R$87,8 bilhões).

Mês  - A receita líquida cresceu 38,9% na passagem de junho (R$65 bilhões) para julho (R$90,3 bilhões) e as despesas caíram 31,5% passando de R$259,8 bilhões para R$178,1 bilhões.

A Previdência Social apresentou déficit de R$19,9 bilhões em julho, queda de 64% na comparação com junho (R$55,2 bilhões).

Julho/20 x Julho/19  - Na comparação com o mesmo período do ano passado, o déficit nas contas do governo passou de R$5,9 bilhões em 2019 para R$87,8 bilhões em 2020.

O déficit na Previdência Social aumentou 23,4%, passou de R$16,1 bilhões para R$19,9 bilhões.

Acumulado 12 meses  - No acumulado de doze meses a receita líquida apresentou queda de 2,7% e as despesas cresceram 30,2%.

O déficit cresceu 385,5%, passou de R$116,4 bilhões para R$565 bilhões.

O déficit na Previdência Social cresceu 58,2%, passou de R$200,7 bilhões para R$317,4 bilhões.

 

 RESULTADO PRIMÁRIO - 31 DE AGOSTO DE 2020

O Resultado Primário Consolidado apresentou déficit de R$81,1 bilhões em julho.

Mês - No mês de julho, o resultado primário consolidado apresentou déficit de R$81,1 bilhões, sendo R$88,1 bilhões do Governo Federal, superávit de R$6,3 bilhões de Governos Regionais e R$790 milhões de Empresas Estatais.

As operações favoráveis com swap cambial em R$16,3 bilhões em julho, contribuíram para a redução da “conta juros nominais”.

Acumulado - 12 meses  - O resultado primário consolidado em julho apresentou déficit de R$537,1 bilhões (7,48% do PIB), sendo R$568,2 bilhões (7,92% do PIB) do Governo Federal, superávit de R$16,1 bilhões (0,22% do PIB) de Governos Regionais e R$15 bilhões (0,21% do PIB) de Empresas Estatais.

As operações desfavoráveis com swap cambial totalizaram R$54,8 bilhões (0,76% do PIB).

Dívida Pública - A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) em julho alcançou os R$6,2 trilhões, representando 86,5% do PIB, aumento de 1 p.p. sobre junho de 2020 (85,5%).

A dívida líquida do setor público alcançou os R$4,3 trilhões, correspondendo a 60,2% do PIB, aumento de 2,2 p.p. sobre junho de 2020 (58%).

 

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL - 28 DE AGOSTO DE 2020

A dívida cresceu 8,8% em julho e ultrapassou os R$4,3 trilhões.

Em julho a dívida púbica federal cresceu R$351,4 bilhões (8,8%) em relação ao mesmo período de 2019.

A DPF total foi de R$ 4,345 trilhões, composta da DPMF-i com R$4,119 trilhões e da DPF-e com R$ 0,226 trilhão.

Prazo e vida média  - O prazo e vida média da DPF caiu de 5,67 anos em 2019 para 5,34 anos em 2020.

Custo médio acumulado  - O custo médio da DPF aumentou 0,07 p.p. na comparação de 2019 (8,66%) com 2020 (8,73%).

Detentores da Dívida  - Os detentores que reduziram suas participações de julho de 2019 para 2020 foram os Fundos de Previdência passando de 25,97% para 24,85%, os Não-residentes de 12,31% para 9,04%, o Governo de 4,09% para 3,88%, as Seguradoras de 3,98% para 3,90% e os Outros de 5,64% para 5,50%.

Os detentores que aumentaram suas participações de julho de 2019 para 2020 foram as Instituições Financeiras passando de 22,72% para 26,46% e os Fundos de Investimentos de 25,29% para 26,38%.

Composição da Dívida  - Os títulos Pós-fixados com 39,39%, os Prefixados com 28,41%, os atrelados ao Índice de Preços com 26,70% e ao Câmbio com 5,50%.

Distribuição dos Vencimentos  - Com 22,18% os títulos com vencimentos acima de cinco anos, 22,09% até 12 meses, 18,37% com prazos entre dois e três anos e 15,60% entre um e dois anos.

 

BOLETIM FOCUS

PIB  - O PIB para o ano de 2020 reduziu a retração de 5,46% para 5,28% e para 2021 o crescimento se manteve em 3,50%.

IPCA  - A inflação para o ano de 2020 subiu de 1,71% para 1,77% e para 2021 se manteve em 3,00%.

Selic Meta

A taxa Selic para o ano de 2020 se manteve em 2% e para 2021 reduziu de 3,00% para 2,88%.

Câmbio - A taxa de câmbio para o ano de 2020 subiu de R$5,20 para R$5,25 e para 2021 se manteve em R$5,00.

Indústria  - A produção industrial para o ano de 2020 reduziu a queda em 7,68% para 7,35% e para 2021 o crescimento subiu de 5,42% para 5,65%.

Dólar Comercial - PTAX  - Taxa de venda – 28/08//20 - R$5,4679.



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