AUXÍLIO: COMEÇA HOJE O PAGAMENTO DE PARCELA EXTRA DE R$ 300

Pagamento segue até dezembro



Os beneficiários do programa Bolsa Família começam a receber, nesta quinta-feira (17), as parcelas extras do auxílio emergencial já no valor menor de R$ 300. O calendário seguirá até o dia 30 de setembro, de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Hoje, os contemplados são aqueles com NIS de final 1. De acordo com o Ministério da Cidadania, os pagamentos continuarão sendo feitos sempre na segunda quinzena do mês, até o fim do ano.

O auxílio emergencial residual — como são chamadas as parcelas extras de R$ 300 — será pago em até quatro cotas, até dezembro. No caso das mães chefes de família, o valor será dobrado (R$ 600).

Vale destacar que, no caso do Bolsa Família, o beneficiário tem o direito de sacar o valor mais vantajoso: auxílio emergencial ou benefício original do programa social.

Uma pessoa que até março ganhava R$ 400 de Bolsa Família, por exemplo, passou a receber R$ 600, porque o auxílio emergencial era maior. Agora, voltará a sacar R$ 400, abrindo mão dos R$ 300, porque o benefício social antigo, do programa de transferência de renda, é superior.

Segundo o Ministério da Cidadania, cerca de seis milhões de pessoas foram excluídas do auxílio emergencial residual por conta da redução de valor e de critérios mais rígidos para o recebimento do benefício, estabelecidos pela Medida Provisória (MP) 1.000/2020.

O governo estima uma economia de R$ 22,8 bilhões até dezembro. Até agora, já foram desembolsados R$ 212,7 bilhões para 67,2 milhões de beneficiários. O gasto total está projetado em R$ 322 bilhões.


SUBSTITUIÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA

No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou a equipe econômica de continuar os estudos para a criação do Renda Brasil — programa que pretendia substituir o Bolsa Família, com a promessa de elevação do valor médio pago aos beneficiários, a partir de janeiro.

A repercussão negativa sobre as medidas que seriam adotadas para obter recursos no Orçamento — congelamento do reajuste de aposentadorias e pensões do INSS por até dois anos, redução do número de parcelas do seguro-desemprego e aumento do tempo de trabalho para ter direito ao benefício, assim como regras mais duras para a concessão de BPC/Loas a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência carentes — fez o governo recuar.

Nesta quarta-feira, porém, Bolsonaro autorizou o relator do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC), a avançar na criação de um novo programa social, mesmo após o veto no governo a estudos sobre o Renda Brasil. A responsabilidade de resolver o problema, agora, é do Congresso Nacional.


PAGAMENTO DE ATRASADOS A OUTROS TRABALHADORES

Nesta quinta-feira (dia 17), a Caixa Econômica Federal concluirá também os pagamentos do calendário do ciclo 1, quando outros 3,8 milhões de cidadãos nascidos em dezembro — e que não têm Bolsa Família — poderão sacar o benefício em dinheiro. A quantia está depositada em contas poupanças sociais digitais desde o dia 26 de agosto e só podia ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Essas pessoas não estavam incluídas no Cadastro Único e tiveram que se inscrever pelo aplicativo Caixa / Auxílio Emergencial, pelo site caixa.gov.br ou nas agências dos Correios. São trabalhadores informais, autônomos, desempregados sem direito a seguro-desemprego e microempreendedores individuais (MEIs).

O banco reafirma que todos que chegarem dentro do horário de funcionamento das agências, das 7h às 13h, serão atendidos. Haverá distribuição de senhas.

Fonte: Extra - Globo


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