BRASIL É DEIXADO DE FORA DE ALIANÇA DA OMS SOBRE TRATAMENTOS PARA A COVID-19

Além do Brasil, China e EUA não participam e Trump anuncia plano para vacina contra o coronavírus “no final do ano”



Líderes globais lançaram, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma iniciativa mundial para acelerar o desenvolvimento de medicamentos, testes e vacinas contra a Covid-19 e compartilhá-los em todo o mundo

O presidente francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, os chefes de governo italiano, Giuseppe Conte, e espanhol, Pedro Sanchez, assim como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, são alguns dos líderes que participaram de uma videoconferência para anunciar o plano. Os Estados Unidos, a China e o Brasil não foram convidados para participar do programa.

A presidente da Comissão Européia, Ursula von der Leyen, disse que o objetivo de um esforço global de promessas no início de maio seria arrecadar 7,5 bilhões de euros (US $ 8,10 bilhões) para acelerar o trabalho de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Um porta-voz da missão dos EUA em Genebra disse à agência Reuters antes da reunião que os Estados Unidos não participariam: "Não haverá participação oficial dos EUA", O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a OMS por ter demorado a reagir ao surto e ser "centrada na China", e anunciou a suspensão do financiamento à agência das Nações Unidas.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro teve desentendimentos com os diretores  da OMS e chegou a criticar o diretor-presidente da Organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A crítica foi feita em justificativa do chefe do Executivo sobre a cobrança recebida para seguir as recomendações da pasta.
 



TRUMP ANUNCIA PLANO PARA TER UMA VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS “NO FINAL DO ANO”’

Mesmo não participando do grupo da OMS, Donald Trump anunciou na sexta-feira (15) um plano público-privado para acelerar a criação de uma vacina contra o coronavírus nos EUA. O presidente norte-americano afirmou em um pronunciamento nos jardins da Casa Branca que o Governo federal investirá na produção das vacinas mais promissoras e que já existem 14 candidatas. “Estamos tentando obtê-la até o final do ano, talvez antes”, afirmou o mandatário, em contradição ao prognóstico dos especialistas de saúde, que calculam que sua produção irá demorar de um ano a 18 meses. De qualquer modo, Trump defendeu que “com ou sem vacina” o país “está de volta”.

O médico Moncef Slaoui, nomeado para liderar a operação, também se mostrou otimista. O executivo farmacêutico afirmou em entrevista coletiva que recentemente viu dados animadores de um teste clínico não publicado de uma das possíveis vacinas e que os resultados o fizeram sentir-se “ainda mais seguro” de que é possível fornecer “centenas de milhões de doses de vacina no final de 2020”. O objetivo é ter disponíveis 300 milhões de doses em janeiro do próximo ano, um número suficiente para proteger praticamente toda a população norte-americana. Slaoui será o principal assessor do plano e o general Gustave F. Perna será o principal oficial de operações.

O plano foi batizado como Operação Warp Speed, que pode ser traduzido como “incrivelmente rápido”.

NO BRASIL, ESTUDO INÉDITO FEITO EM SÃO PAULO ENCONTRA ANTICORPOS DA COVID-19 EM 5% DA POPULAÇÃO

Uma pesquisa inédita nos seis distritos com maior incidência de covid-19 na cidade de São Paulo mostrou que até o início desta semana 5,19% dos moradores dessas localidades desenvolveram anticorpos ao vírus, destacou o Estadão. O levantamento apontou também que 91,6% dos casos de infecção estão fora das estatísticas oficiais.

O estudo, comandado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com apoio do Instituto Semeia e participação de profissionais do Laboratório Fleury e Ibope Inteligência, fez exames sorológicos em 520 pessoas com mais de 18 anos nesses seis distritos. E 27 apresentaram anticorpos.

Estudos com testes sorológicos são importantes porque ajudam a avaliar se uma determinada população está próxima ou distante da chamada “imunidade de rebanho” – momento em que o vírus passa a ter poucas rotas de contágio, pois a maioria das pessoas apresenta anticorpos por já ter sido contaminada. Com isso, autoridades planejam com mais precisão estratégias de flexibilização das medidas restritivas.

Na quarta-feira, o governo do Rio Grande do Sul divulgou os resultados de estudo segundo o qual apenas 0,2% dos gaúchos já foram contaminados com o novo coronavírus. O levantamento, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas, também estimou alta subnotificação: haveria nove casos para cada um dos notificados até o momento pelo sistema de saúde.

O próximo levantamento, marcado para começar no dia 10 de junho, vai incluir toda a cidade. A partir dos números coletados na próxima pesquisa será possível calcular a velocidade com que a doença está se espalhando na cidade.

Fontes: El País, Estadão e Exame



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