83% DOS PAÍSES AFETADOS PELO CORONAVÍRUS ADOTARAM O SISTEMA LOCKDOWN

Veja na matéria que é o sistema de restrição Lockdown



 Um levantamento sobre ações de combate à pandemia do coronavírus em 24 países mais afetados pela doença apontou que 20 deles (83%) adotaram "lockdown" e três (13%) o isolamento vertical para frear o aumento no número de casos.

Além disso, diversas nações se organizaram para produzir soluções locais para a pandemia, como quebra de patentes e fomento à pesquisa. A análise é do Mapa Covid-19, da Fundação Getúlio Vargas, e não inclui as ações do Brasil – os dados nacionais serão analisados na próxima etapa do projeto.

O "lockdown" é a medida mais radical para evitar a circulação de pessoas e a propagação do vírus. A medida é decretada pelo poder público. No Brasil, ela foi implementada em alguns locais, como São Luis e outras três cidades do Maranhão; em quatro cidades no interior do Amazonas; Belém e outras 16 cidades do PA; e mais de 30 cidades do Tocantins. No estado de São Paulo, o governo diz que o protocolo está pronto, mas ainda não será adotado. O presidente Jair Bolsonaro é contra a medida.

Doria anunciou em entrevista publicada nesta segunda-feirano jornal O Estado de S. Paulo, que a medida pode ser decretada no estado se o comitê estadual de saúde julgar necessário. “Em São Paulo vai prevalecer a decisão médica, da ciência e da saúde”, afirmou. 

O isolamento vertical se refere à restrição de circulação de pessoas no grupo de risco para a Covid-19. No Brasil, 86 milhões de pessoas estão nesta situação.

O levantamento analisa dados da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Itália, Japão, Líbano, México, Nova Zelândia, Reino Unido, Rússia, Singapura, Suécia e Turquia.

Além das medidas de restrição de circulação, o levantamento também mapeou outras ações de enfrentamento à pandemia. O resultado da análise mostra que, nas nações avaliadas:

·         96% adotaram medidas de estímulo a empresas, produção de pesquisas, e de bens e serviços;

·         88% adotaram políticas de transferência de renda;

·         79% reduziram ou alteraram tributos;

·         29% fizeram intervenção na propriedade privada (como quebra de patentes ou requisição de serviços).


RESTRIÇÃO À CIRCULAÇÃO DE PESSOAS

De acordo com o levantamento, 96% dos países analisados adotaram medidas de restrição à livre circulação de pessoas; sendo 83% a de lockdown e 13% a de isolamento vertical.

Os países que adotaram lockdown foram África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Itália, Líbano, México, Nova Zelândia, Reino Unido, Rússia e Singapura. Os que fizeram isolamento vertical são Coreia do Sul, Suécia e Turquia (leia mais abaixo). O 24º país da lista, o Japão, adotou recomendação de isolamento, mas sem ato normativo e, portanto, não entrou em nenhuma destas classificações.

Entre os destaques, os pesquisadores apontam que, na Rússia, o lockdown está em vigência desde o fim de março. O monitoramento é feito com reconhecimento facial, geolocalização de smartphones e QR codes de permissão para sair de casa. Segundo os pesquisadores, também foram criadas leis com sanções penais para quem quebrar a quarentena ou espalhar notícias falsas sobre o coronavírus, que podem chegar a até sete anos de prisão.

Em relação ao isolamento vertical, o relatório destaca o perfil dos países para que esta restrição mais amena não revertesse em aumento exponencial no número de casos.

A Coreia do Sul, por exemplo, tem histórico de enfrentamento de pandemias, como a de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), em 2002, e a Síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers), em 2015. Essa experiência fez com que o governo adotasse medidas preventivas imediatas, como o uso de máscaras (com rápida adesão da população), e a suspensão de aulas. Ao mesmo tempo, a Coreia do Sul passou a fazer testes diagnósticos em massa, o que levou ao isolamento de infectados antes mesmo que eles apresentassem sintomas.

Já na Suécia, o governo contou com a adesão da população no isolamento voluntário, o que levou à redução de 70% na circulação de pessoas. O governo recomendou que fossem evitadas viagens não essenciais e que o trabalho fosse feito de casa, quando possível. Ainda assim, os pesquisadores ponderam que a Suécia apresenta a mais alta taxa de letalidade entre os países nórdicos e traz críticas da sociedade civil quanto às medidas adotadas. Já o governo argumenta que 50% das mortes ocorreram em asilos e casas de repouso, locais de grande concentração de pessoas idosas, que estão no grupo de risco.

Fonte: Bem Estar – Globo 



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