GOVERNO TRABALHA COM 03 POSSIBILIDADES DE DATA PARA O INÍCIO DA VACINAÇÃO NO BRASIL

Estado de São Paulo deve antecipar o início da vacinação e não seguir o cronograma nacional



O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou, na última semana a assinatura de contrato com o Instituto Butantan que permite a incorporação de mais 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Os esclarecimentos foram dados em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, um dia após a publicação da Medida Provisória (MP) que facilita e agiliza a compra de vacinas, insumos, bens e serviços de logística para a campanha de imunização. “Todas as vacinas que estão no Butantan serão, a partir desse momento, incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Elas serão distribuídas de forma equitativa e proporcional, assim como as vacinas da AstraZeneca”, explicou o ministro, ressaltando o contrato já firmado pelo Governo Federal para a aquisição de doses e transferência de tecnologia da farmacêutica que produz a vacina de Oxford.

O Ministério da Saúde trabalha com três possibilidades de data para o início da vacinação no Brasil, ressaltadas pelo ministro Eduardo Pazuello: 

·         Até 20 de janeiro: melhor hipótese, com o uso das vacinas do Instituto Butantan e as doses da vacina da Astrazeneca importadas da Índia;

·         20 janeiro a 10 de fevereiro: hipótese intermediária, já com vacinas produzidas no Brasil pelo Butantan e pela Fiocruz;

·         10 de fevereiro até início de março:  hipóteses de vacinação mais tardia.

  


Sobre as vacinas, atualmente o Brasil possui 354 milhões de doses asseguradas para 2021:

·         2 milhões da AstraZeneca importadas pela Fiocruz;

·         100,4 milhões da Fiocruz/AstraZeneca até julho (produção nacional com IFA importada);

·         110 milhões da Fiocruz/AstraZeneca (produção integral nacional de agosto a dezembro);

·         100 milhões de doses do Butantan/Sinovac.

O Brasil ainda faz parte do consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) com 10 laboratórios para acelerar o desenvolvimento, fabricação e acesso igualitário de vacinas conta a Covid-19 – a aliança prevê 42,5 milhões de doses para a população brasileira.

O Ministério da Saúde também está em processo de negociação com os laboratórios Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; Barat Biotech, da Índia; e União Química, produtor da vacina russa Sputinik V.

 

ANTECIPAÇÃO DE SÃO PAULO

O coordenador Executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, disse em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã da sexta-feira (8), que caso o Governo Federal inicie a vacinação contra a Covid-19 antes do dia 25 de janeiro, São Paulo vai seguir o calendário nacional, porém, se a vacinação no país começar depois da data prevista, o estado paulista deve ser antecipar.

"Se o governo começar, quiser começar a vacina no dia 20 de janeiro, nós vamos adaptar o plano de São Paulo e também vacinar em São Paulo no dia 20. Agora, se a resposta do governo for para começar após 25 de janeiro, nós não vamos seguir essa orientação. O estado de São Paulo vai iniciar a vacinação no dia 25 de janeiro independente do governo federal", afirmou Gabbardo.

A vacina utilizada no plano é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, explicou hoje (11) em entrevista à Globo News o motivo de São Paulo receber prioridade na entrega das doses. "Nós temos a mesma característica de distribuição do que acontece na gripe. Por exemplo: 100% das doses da vacina da gripe, de todos os últimos anos, foi vendida pelo Butantan. Mesmo assim, São Paulo se antecipou a todo o país em 30 dias, entende que ali, a necessidade daquele momento, falando no caso da gripe, havia circulação muito intensa do vírus e merecia uma campanha mais antecipada. Da mesma forma aqui [ coronavírus] acontecerá”, afirmou o chefe da pasta.

Ainda segundo Gorinchteyn, o estado pretende seguir os demais critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. “Mesmo que haja uma antecipação, todos os ritos ligados ao Programa Nacional de Imunização (PNI) serão seguidos, como, por exemplo, quais serão os grupos prioritários. Seguiremos todas as normativas dadas pelo ministério para a realização dessa campanha", afirmou.

O secretário defendeu que a distribuição dos imunizantes deva ocorrer de forma igualitária, respeitando a necessidade de cada estado, não apenas o Amazonas, que voltou a enfrentar grave crise por conta do número de casos e mortes.

Fontes: Governo Federal – Ministério da Saúde / G1



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