APÓS SJB RECEBER VACINAS, BUTANTAN DIZ QUE PRODUÇÃO ESTÁ PARADA POR FALTA DE INSUMOS

Produção de novas doses da Coronavac está paralisada desde o último domingo (17)



O Instituto Butantan disse que parou a produção de novas doses da vacina Coronavac, contra a Covid-19, desde o último domingo (17) por causa da falta de insumos da China. As informações são do Portal UOL.

O presidente do Butantan, Dimas Covas, disse está prevista a chegada de 5.400 litros no fim do mês e mais 5.600 litros até o dia 10 de fevereiro.  “Essa matéria-prima está pronta e aguardando trâmite burocrático”, afirmou.

O Instituto disse que esta quantidade de insumos vai permitir a produção de até 11 milhões de novas doses da Coronavac. Até o momento foram distribuídas 6 milhões de doses da vacina e outras 4,8 milhões já estão prontas e aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



SÃO JOAQUIM DA BARRA

Os caminhões com as vacinas, escoltados pela Polícia Militar, chegaram ontem (20) pela tarde em São Joaquim da Barra, no Centro de Saúde.

A cidade recebeu 840 vacinas, que neste primeiro momento serão destinadas aos profissionais de saúde.

As outras cidades da microrregião a receberem as doses foram Ituverava (760), Morro Agudo (480) e Orlândia (440).

 

INCOMPETÊNCIA DIPLOMÁTICA

Pioneira no atendimento de pacientes de covid-19 no Brasil, a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, responsabilizou a “absoluta incompetência diplomática” do País pelo atraso na chegada de insumos para a produção de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo a médica, “as gestões diplomáticas fracassaram”.

Tanto a Coronavac, do Butantan, quanto a vacina de Oxford, a ser produzida pela Fiocruz, dependem de insumos vindos da China, que já deveriam ter chegado ao País, mas estão retidos na alfândega chinesa. A Índia, por sua vez, mandaria um lote de dois milhões de doses já prontas da vacina de Oxford para adiantar a campanha de vacinação brasileira, mas também houve atrasos.

“A absoluta incompetência diplomática do Brasil não permite que cada um dos senhores aqui presentes, suas famílias e aqueles que vocês amam estejam amanhã ou nos próximos meses recebendo a única solução que há para uma doença como a covid-19”, discursou Margareth Dalcolmo, visivelmente emocionada, ao receber uma homenagem da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Fonte: UOL / Estadão / Insto É 



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